quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Os outros.

Os outros penam mais do que eu. Principalmente a minha mãe.
Aos poucos fui-me habituando á ideia, como trabalho na saúde, os meus colegas médicos foram desmistificando a doença vou aprendendo a lidar com a doença. Cá por casa, fazemos uma vida normal e tentamos não falar muito no caso, a não ser que seja mesmo necessário.
A minha mãe fofre muito mais que eu. Está mais longe e num meio mais pequeno, onde toda a gente se conhece e onde toda a gente tem uma palavra piedosa para com ela que a leva invariavelmente ás lágrimas. O que não é bom. Sei que não é por mal, mas neste caso o desconhecimento faz com que não saibam ajudar.
Gosto da atitude do meu pai. Não dá conversa a carpideiras que quase já me fizeram o funeral e segue com a vida em frente. Os restantes vão aprendendo a viver com esta nova realidade.

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