quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Os outros e o hospital de dia.

É um local deprimente. Os técnicos de saúde bem tentam aliviar as dores e os medos dos pacientes mas não há nada a fazer : ali vive-se com um cancro e ninguem sabe por quanto tempo. Essa é a verdade e há horas em que, por mais boa-vontade que haja da parte do hospital não há nada a fazer !

Encontrei uma pessoa curiosa: Enquanto corria a quimio o Sr. sorria e contava histórias a toda a gente. No fim, com um largo sorriso afirmava:
"há gente que está muito pior, há gente que está muito pior..." numa ladainha infindável, como se o quisesse convencer a ele e aos outros...

Mas ontem vi olhares de sofrimento. Vi olhares vazios, sem pinga de expressão, gente com pouca esperança. Aquilo não é nada bom.
Acho que as mulheres penam mais, porque perdem o cabelo e acredito que lhes seja das coisas mais traumaticas. apesar de haver alguns casos de tratamentos, em que usam um capacete de gelo que vai impedir a queda do cabelo.
O enfermeiro disse-me, no entanto, que não é possivel em todos os casos.

Mas já estou em casa.

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